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Batucada Feminina – 2º ENCONTRO DE AGOGÔS DE SÃO PAULO

Uma amiga, entre outras coisas, é como um pequeno lembrete, só que ao invés de te lembrar de fazer algo, ele não te deixa esquecer do que você já fez, ou melhor, do que vocês já fizeram juntas, seja algo divertido, maluco, enfim, nostálgico. Eis a importância de acumulá-los, pois seja onde for, ou quanto tempo passe, esses momentos em conjunto estarão sempre disponíveis para serem relembrados. Novos sorrisos para velhas histórias. Convido a todos vocês seguidores do Batucada Feminina para curtirem a minha homenagem a Kris Silva, eterna em nossos corações.

 

Segundo “Encontro de Agogôs de São Paulo”, sediado na quadra da Escola de Samba “Nenê de Vila Matilde”, mais um projeto que sai do papel e promove ótimos resultados, sonhos realizados e a integração de São Paulo x Rio de Janeiro. O evento contou com a presença Orquestra do Mestre Sidcley o Agogô, Cadência da Vila e a toda comunidade Matildense, e as Baterias Bandida e Infantaria.59d350_a5ce137f6cbe4c57938c302869883f3a

O instrumento, considerado um dos mais antigos a ser utilizado no universo do samba, possui grande relevância nos cultos das religiões de matrizes africanas. Fundamental na identidade de algumas batucadas, seu som metálico é responsável por um tempero todo especial no ritmo e nos desenhos melódicos das baterias.

“O agogô é o instrumento que dá swingue à bateria”, diz Kris Silva

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Eu Tânia Moreira idealizadora do Blog Batucada Feminina, escrevi essa nota referente ao “Segundo Encontro dos agogôs de São Paulo”, no dia 26/03/2016 especialmente para ela “Kris Silva”. Mas no dia de hoje 25/04/2018 eu estou reescrevendo em sua homenagem principalmente por sua dedicação, persistência e amor ao carnaval. Ela nos deixou no dia 21/04/2018 e a minha condecoração vem em forma de escrita, pois os sentimento não me permite falar nesse momento, mas deixo aqui a minha admiração a essa boa filha, boa mãe, boa irmã, boa esposa, boa amiga, mulher negra empoderada e ainda por cima  uma ótima ritmista com quem eu tive o privilégio de tocar diversas vezes ao seu lado. Aqui quem vos escreve não é a jornalista mais sim a Tânia Regina, sua amiga e irmã muito obrigada “Papai do Céu”, por permitir que eu vivesse nessa vida ao lado dessa “Grande Mulher”, eterna “Deusa Africana”, lutadora e batalhadora um grande exemplo para todos nós. É com uma dor imensa e com o coraçãozinho apertado que eu digo “Segue Estrela” pois o que eu tenho para dizer é um até breve. Fica em todas nós ritmistas de diversos naipes um legado cheio de luz, alegria e afeto. “Gratidão”, descanse em paz.

 

Tânia Moreira

 

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