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Obras do artista plástico Miguel Angelo são expostas no salão Estação Cultura, no complexo cultural da Estação Júlio Prestes

A exposição Orixás – Sincretismo do Nosso Brasil, do artista plástico Miguel Angelo, exibe imagens, adereços e representações de entidades cultuadas pelas religiões de matriz africana. Os trabalhos estão expostos na Estação Cultura, no complexo da Estação Júlio Prestes da CPTM,  no Centro de São Paulo, entre os dias 30 de julho e 31 de agosto, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Representação de Xangô

Crédito: divulgaçãoO temido e cultuado Xangô é senhor da Justiça
Representação de Omolu

Crédito: Ibeji é um orixá duplo que representa a vidaOmolu é o rei e senhor da terra, representado coberto por palha para esconder as cicatrizes que carrega no corpo
representação de Ibeji

Crédito: divulgaçãoIbeji é um orixá duplo que representa a vida
Representação de Irôko

Crédito: divulgaçãoIrôko representa o tempo e a ancestralidade

Entre as obras estão representações lúdicas e criativas dos orixás Omolu, Irôko, Ibeji e Xangô. Também conhecido Obaluaiyê, Omolu, o rei e senhor da terra, é representado coberto dos pés à cabeça por palhas. Segundo a mitologia iorubá, ele foi abandonado à beira do mar pela própria mãe, Nanã Buruku, porque nascera com o corpo cheio de feridas. Iemanjá o encontrou quase morto e cuidou de suas chagas, mas mesmo assim ele ficou com o corpo cheio de chagas e, por isso, esconde-se das outras pessoas.

Cultuado principalmente pela nação Ketu do Candomblé, Irôko representa as dimensões do tempo e do espaço, além da ancestralidade. Ele foi primeira árvore plantada e o motivo pela qual todos os outros Orixás teriam descido à Terra.

Divindade dupla da vida, Ibeji é representada pelos gêmeos Kehinde e Taiwo, filhos de Xangô com Oyá, criados por Oxun. Kehinde, o irmão que nasceu primeiro, mandava Taiwo supervisionar o mundo. Sua função é indicar a dualidade, a contradição, a coexistência de opostos. É um Orixá relacionado à infância, à brincadeira e à alegria.

Já Xangô, o senhor da justiça, foi rei de Oyo, na Nigéria, e é representado com um machado duplo em sua mão por causa de sua vocação de guerreiro viril. Orixá do fogo, dos raios e das tempestades, ele castiga os mentirosos, malfeitores e ladrões. É adorado e temido ao mesmo tempo.

A proposta da exposição é promover o reconhecimento e a valorização das religiões afro-brasileiras, preservando suas tradições. Além disso, o trabalho de Miguel Angelo busca combater a perseguição religiosa e a intolerância.

FONTE: https://catracalivre.com.br/agenda/exposicao-retrata-orixas-das-religioes-de-matriz-africana/

CATRACA LIVRE

 

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